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Abetre discute regulação e soluções para destinação de resíduos no País

Segundo o presidente da entidade, Luiz Gonzaga, ausência de sustentabilidade econômica do setor leva à falta de cuidado com os resíduos sólidos no Brasil

O presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre), Luiz Gonzaga, participou, no último dia 20 de novembro, do workshop “Aspectos técnicos, ambientais e econômicos do tratamento de resíduos sólidos urbanos”, promovido pela Sanepar, concessionária de saneamento do Estado do Paraná

O evento, que aconteceu no auditório do Centro de Tecnologias da companhia, em Curitiba, reuniu diversos especialistas e autoridades para um amplo debate sobre modelos regulatórios e alternativas para a gestão correta dos resíduos urbanos no País.

Durante a apresentação, o presidente da Abetre destacou que a ausência de sustentabilidade econômica do setor leva à falta de cuidado com os resíduos sólidos no Brasil. “Já estamos acostumados a pagar pelo tratamento de água, pela geração e distribuição de energia e a pergunta que fica é: e pelos outros serviços públicos? É primordial, também, pagarmos pela limpeza urbana, pelo tratamento e pela destinação final dos resíduos. Ninguém gosta de pagar taxas e impostos, mas é preciso compreender que os municípios brasileiros não têm uma Casa da Moeda”, comentou Gonzaga.

“A legislação define a responsabilidade do gerador do resíduo. E é sempre bom lembrar que o munícipe é o grande gerador dos resíduos domésticos razão pela qual não há dúvida de se aplicar a cobrança sobre aquele que é gerador assim como, os geradores dos serviços de saúde e do comércio. Com sustentabilidade econômica vamos alcançar níveis qualitativos no tratamento e disposição final dos resíduos”, concluiu Gonzaga.

Já o presidente da Sanepar, Ricardo Soavinski, afirmou que a solução passa pela regulação equilibrada do setor, com a cobrança efetiva de quem gera os resíduos, além da adoção de tecnologias de aproveitamento energético já disponíveis no Brasil.

“Muitos municípios não cobram a tarifa de lixo e, quando cobram, cobram mal, apenas para a coleta. Sem recursos não é possível dar destinação e tratamento adequados para os resíduos sólidos”. De acordo com ele, os grandes geradores devem pagar por isso e pode-se estipular tarifas diferenciadas para a população de acordo com o segmento social. “Haveria um reflexo direto na melhoria da saúde da população e do meio ambiente”, disse Soavinski.

 

Confira reportagem completa no site do governo do Paraná:

http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=99564