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PNRS completa oito anos e lixões ainda avançam no País

Para o presidente da Abetre, Luiz Gonzaga, é necessário que a gestão de resíduos torne-se prioridade máxima no âmbito federal e tenha o engajamento de estados e municípios

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) acaba de completar oito anos e ainda assim o País vive um grande entrave na gestão do lixo urbano, sobretudo com a utilização maciça dos vazadouros à céu aberto.

De acordo com presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre), Luiz Gonzaga, embora a matéria tenha sido um avanço em termos de legislação ambiental, estados e municípios ainda carecem de um plano integrado para o gerenciamento correto dos resíduos urbanos. 

“Fato é que cerca de 3,3 mil prefeituras utilizam lixões para destinar seus resíduos e descumprem a prazo dado pela PNRS para a erradicação desses locais impróprios, vencido em 2014”, lembra. “A conclusão a que se chega é que, para o tema avançar no País, a gestão de resíduos deve se tornar prioridade máxima no âmbito federal e ter o engajamento necessário de estados e municípios”, completa.

“Como a limpeza pública é um serviço representativo para o orçamento municipal, ao lado do custo com a folha de pagamento, é necessário que o poder público adote medidas que contemplem a sustentabilidade financeira da prestação contínua desses serviços essenciais, como, por exemplo, criação de receita vinculada e de sistemas próprios de arrecadação”, acrescenta.